Não é segredo para (quase) nenhum investidor: diversificar é praticamente tão importante para o aumento do seu patrimônio quanto ter dinheiro para aplicar. A premissa parece bem simples, basta colocar um pouco de dinheiro em vários lugares diferentes e você terá uma carteira bem diversificada, certo? Não exatamente.

Na hora de dar esse passo na sua jornada como investidor é preciso considerar alguns fatores e definir estratégias para seguir. Abaixo listamos 5 etapas essenciais para diversificar com inteligência.

1. Diversificação X Pulverização.

Entenda que diversificação é diferente de pulverização. Na primeira você está optando por equilibrar da melhor forma possível o risco x retorno, além de se adaptar melhor às flutuações do mercado e do cenário político econômico. Na pulverização o investidor simplesmente dividiu seu patrimônio em diversas aplicações com características similares, sem pensar estrategicamente na natureza e influências que afetam suas escolhas.

Um bom exemplo de pulverização é investir em vários fundos de Crédito Privado*, de diferentes gestoras, mas que todos aplicam recursos em ativos e empresas similares.

Para diversificar uma carteira de Crédito Privado, como no exemplo acima, a correta diversificação se daria por investimentos em ativos/empresas de diferentes perfis de risco, em segmentos diferentes que naturalmente são afetadas de formas distintas pelos ciclos econômicos.

Desta forma, a diversificação se daria por avaliar no mínimo: (i) porte das empresas; (ii) mercados de atuação; (iii) riscos dos ativos e (iv) impacto das variáveis econômicas nos ativos.

* O crédito privado é do que um título de dívida gerado entre duas partes: o emissor da dívida (devedor) e o credor.

2. Conhecer o fundamento antes de investir em algo diferente.

Antes de direcionar parte do seu dinheiro para um novo tipo de aplicação, é imprescindível passar um tempo pesquisando. Entenda o que influencia no rendimento, qual é a liquidez da aplicação e quais os riscos. Assim fica mais fácil partir para o próximo passo.

Além de entender sobre a modalidade de investimento, dedique tempo para pesquisar onde está realizando os investimentos e quais órgãos fiscaliza a atuação (ex.: CVM ou Banco Central).

3. Adeque sua carteira aos seus objetivos.

Esse é outro passo importante. Trace seus objetivos de curto, médio e longo prazo e coordene a diversificação da sua certeira de acordo com eles. Por exemplo, para o seu fundo de emergência é sempre importante ter mais liquidez. Já para planos de aposentadoria, não há problema se o dinheiro ficar alocado por alguns anos.

Lembre-se que a liquidez guarda relação com o retorno dos investimentos. Em outras palavras, investimentos com baixa liquidez, geralmente, apresentam retorno superiores aos investimentos de alta liquidez.

4. Observar a relação dos investimentos com os ciclos econômicos.

Você sabe como o crescimento da economia do país afeta sua carteira de investimentos? E o impacto do dólar?

Os investimentos podem ter retorno atrelado de diversas maneiras: alguns se beneficiam da queda da taxa básica de juros (Selic) outros rendem melhor com a queda/aumento do dólar, por exemplo. Entender o que influencia no retorno das suas aplicações é primordial para uma diversificação inteligente.

Uma boa diversificação considera o comportamento das variáveis econômicas na sua carteira de investimentos.

5. Buscar aplicações de natureza diferente.

Este passo está relacionado ao item acima. Com objetivo de ter a sua carteira realmente diversificada com inteligência é preciso escolher investimentos de naturezas diferentes: Títulos Públicos, Crédito Privado, Ações, Investimentos em P2P Lending, Fundos Multimercados entre outros.

Planejar a alocação do seu portfólio considerando seus objetivos, liquidez, correlação com variáveis econômicas e riscos adequados são fundamentais para diversificação adequada.

Bônus: Diversificação em aplicação em Renda Fixa.

Um portfólio diversificado em renda fixa é composto por:

(i) Alta liquidez: Geralmente os investidores optam por essa modalidade como reserva de emergência. Sua composição, geralmente, é formada por Títulos Públicos Pré-fixados, Pós-Fixados e indexados à inflação, bem como Certificado de Depósitos Bancários (CDB) de grandes bancos.

(i) Média liquidez: Neste montante pode ser alocado os recursos que podem se manter aplicados por um prazo maior, mas com retornos superiores à primeira modalidade. A composição pode variar, mas é comum ter Crédito Privado como Debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis Agronegócios (CRA) e o CDB de bancos médios.

(i) Baixa liquidez: Esta modalidade tende a apresentar maior rentabilidade, mas os recursos precisarão se manter aplicados por um prazo maior. O investimento em P2P Lending é uma excelente opção para esta finalidade.

Ficou com alguma dúvida?
Envie um e-mail para [email protected] ou uma mensagem no chat.

Leia mais: 06 dicas para ter sucesso no P2P


4 comentários

Entenda a relação entre risco e retorno de investimento - MOVA · 7 de janeiro de 2020 às 16:00

[…] das estratégias mais utilizadas é a diversificação da carteira. Ela consiste em distribuir o dinheiro entre diferentes aplicações, de modo a diluir o risco. […]

Entenda o que é e como a taxa Selic afeta os investimentos - MOVA · 15 de janeiro de 2020 às 14:18

[…] diversas aplicações financeiras. Por isso, neste post vamos explicar como a taxa SELIC afeta os investimentos. Ficou interessado no assunto? Boa […]

Melhor investimento financeiro para 2020: saiba diversificar sua carteira - MOVA · 21 de janeiro de 2020 às 11:05

[…] diversificação costuma ser a estratégia de investimento mais adotada tanto por quem quer minimizar seus riscos […]

Como entender qual meu perfil de investidor? - MOVA · 27 de janeiro de 2020 às 09:00

[…] as principais aplicações disponíveis no mercado. Além disso, o patrimônio maior permite uma diversificação interessante entre metas de curto, médio e longo […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *